
Leia enquanto acompanha o aúdio da poesia:
Mudei de casas e até de país.
Mas entre estradas e calendários,
no meio da novidade, um hábito diário.
Um sentimento velho que em mim fez raiz.
Alguma dor ainda continua.
Desde a idade média, já estava na minha algibeira.
Rejeito a realidade com sua verdade nua,
mas a dor reaparece na tela do meu celular – já deu canseira.
Vidas passadas, sempre a mesma repetição.
Alguma dor ainda sobra, frequente, persistência.
Você volta, felicidade; você se vai e destrói de novo meu coração.
Uma imagem indo embora, memória que não sai, em insistência.
Por Gisele Portes